Hoje 'stou triste, 'stou triste.
'Starei alegre amanhã...
O que se sente consiste
Sempre em qualquer coisa vã.
Ou chuva, ou sol, ou preguiça...
Tudo influi, tudo transforma...
A alma não tem justiça,
A sensação não tem forma.
Uma verdade por dia...
Um mundo por sensação...
'Stou triste. A tarde está fria.
Amanhã, sol e razão.
Fernando Pessoa
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Deixa-me ouvir o que não ouço!!!
Deixa-me ouvir o que não ouço...
Não é a brisa ou o arvoredo;
É outra coisa intercalada...
É qualquer coisa que não posso
Ouvir senão em segredo,
E que talvez não seja nada...
Deixa-me ouvir... Não fales alto!
Um momento !... Depois o amor,
Se quiseres... Agora cala !
Tênue, longínquo sobressalto
Que substitui a dor,
Que inquieta e embala...
O quê? Só a brisa entre a folhagem?
Talvez... Só um canto pressentido?
Não sei, mas custa amar depois...
Sim, torna a mim, e a paisagem
E a verdadeira brisa, ruído...
Vejo-me, somos dois...
Fernando Pessoa
Não é a brisa ou o arvoredo;
É outra coisa intercalada...
É qualquer coisa que não posso
Ouvir senão em segredo,
E que talvez não seja nada...
Deixa-me ouvir... Não fales alto!
Um momento !... Depois o amor,
Se quiseres... Agora cala !
Tênue, longínquo sobressalto
Que substitui a dor,
Que inquieta e embala...
O quê? Só a brisa entre a folhagem?
Talvez... Só um canto pressentido?
Não sei, mas custa amar depois...
Sim, torna a mim, e a paisagem
E a verdadeira brisa, ruído...
Vejo-me, somos dois...
Fernando Pessoa
(Gostaria de) Fazer as malas para o Definitivo!!!
Arrumar a vida, pôr prateleiras na vontade e na ação.
Quero fazer isto agora, como sempre quis, com o mesmo resultado; Mas que bom ter o propósito claro, firme só na clareza, de fazer qualquer coisa!
Vou fazer as malas para o Definitivo,
Organizar Álvaro de Campos,
E amanhã ficar na mesma coisa que antes de ontem - um antes de ontem que é sempre...
Sorrio do conhecimento antecipado da coisa-nenhuma que serei. Sorrio ao menos; sempre é alguma coisa o sorrir...
Produtos românticos, nós todos...
E se não fôssemos produtos românticos, se calhar não seríamos nada.
Assim se faz a literatura... Santos Deuses, assim até se faz a vida!
Os outros também são românticos,
Os outros também não realizam nada, e são ricos e pobres,
Os outros também levam a vida a olhar para as malas a arrumar,
Os outros também dormem ao lado dos papéis meio compostos,
Os outros também são eu.
Vendedeira da rua cantando o teu pregão como um hino inconsciente,
Rodinha dentada na relojoaria da economia política,
Mãe, presente ou futura, de mortos no descascar dos Impérios,
A tua voz chega-me como uma chamada a parte nenhuma, como o silêncio da vida...
Olho dos papéis que estou pensando em arrumar para a janela,
Por onde não vi a vendedeira que ouvi por ela,
E o meu sorriso, que ainda não acabara, inclui uma crítica metafisica.
Descri de todos os deuses diante de uma secretária por arrumar,
Fitei de frente todos os destinos pela distração de ouvir apregoando,
E o meu cansaço é um barco velho que apodrece na praia deserta,
E com esta imagem de qualquer outro poeta fecho a secretária e o poema...
Como um deus, não arrumei nem uma coisa nem outra...
Fernando Pessoa
Quero fazer isto agora, como sempre quis, com o mesmo resultado; Mas que bom ter o propósito claro, firme só na clareza, de fazer qualquer coisa!
Vou fazer as malas para o Definitivo,
Organizar Álvaro de Campos,
E amanhã ficar na mesma coisa que antes de ontem - um antes de ontem que é sempre...
Sorrio do conhecimento antecipado da coisa-nenhuma que serei. Sorrio ao menos; sempre é alguma coisa o sorrir...
Produtos românticos, nós todos...
E se não fôssemos produtos românticos, se calhar não seríamos nada.
Assim se faz a literatura... Santos Deuses, assim até se faz a vida!
Os outros também são românticos,
Os outros também não realizam nada, e são ricos e pobres,
Os outros também levam a vida a olhar para as malas a arrumar,
Os outros também dormem ao lado dos papéis meio compostos,
Os outros também são eu.
Vendedeira da rua cantando o teu pregão como um hino inconsciente,
Rodinha dentada na relojoaria da economia política,
Mãe, presente ou futura, de mortos no descascar dos Impérios,
A tua voz chega-me como uma chamada a parte nenhuma, como o silêncio da vida...
Olho dos papéis que estou pensando em arrumar para a janela,
Por onde não vi a vendedeira que ouvi por ela,
E o meu sorriso, que ainda não acabara, inclui uma crítica metafisica.
Descri de todos os deuses diante de uma secretária por arrumar,
Fitei de frente todos os destinos pela distração de ouvir apregoando,
E o meu cansaço é um barco velho que apodrece na praia deserta,
E com esta imagem de qualquer outro poeta fecho a secretária e o poema...
Como um deus, não arrumei nem uma coisa nem outra...
Fernando Pessoa
sábado, 24 de outubro de 2009
Crazy people out there!
"You can close your eyes to the things you do not want to see, but you cannot close your heart to the things you do not want to feel".
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Verdades a la pallice mas verdades
Sleepless Heart (A Mãe, Rodrigo Leão)
Esta foi a minha música do dia...
“Believe I wish you no destress
I wish you only well
I only sensed
That my heart as to move on
I feel so ugly, shy
Perhaps I should hold back
And force me on to lie
Foolish love
Soon will fall apart
Why can't ease
For a sleepless heart
To look at you could ease my pain
Could be enough for me
I've lost myself
As we lost one another
I wonder if you know
The way you reached my heart
And touched my alien soul
Foolish love
Soon will fall apart
Why can't ease
For a sleepless heart
Now
Foolish love
Soon will fall apart
Why can't ease
For a sleepless heart
Now
Soon
Foolish love
Soon will fall apart”
“Believe I wish you no destress
I wish you only well
I only sensed
That my heart as to move on
I feel so ugly, shy
Perhaps I should hold back
And force me on to lie
Foolish love
Soon will fall apart
Why can't ease
For a sleepless heart
To look at you could ease my pain
Could be enough for me
I've lost myself
As we lost one another
I wonder if you know
The way you reached my heart
And touched my alien soul
Foolish love
Soon will fall apart
Why can't ease
For a sleepless heart
Now
Foolish love
Soon will fall apart
Why can't ease
For a sleepless heart
Now
Soon
Foolish love
Soon will fall apart”
domingo, 18 de outubro de 2009
Percurso Pré-Industrial
E que tal passar um domingo com malta porreira, juntar-lhe um pouco de História (ruínas romanas) e de exercício físico, conjugado com paisagens simpáticas onde predominam cascatas e diversas tonalidades de um verde "tão natural como qualquer sede"? Santo Tirso é a resposta; não percam 0 percurso pedestre "pré-industrial"... Produções André Azevedo
E nada melhor como um jantar bem regado para finalizar! Da responsabilidade do Paulo, Sílvia ed Ricardo. À minha conta, uns míseros dois jesuítas! Enfim, vou ter que compensar a malta um dia destes...
Boa semana!
Sleep tight, Mr. Jingles!!!
sábado, 17 de outubro de 2009
Justificando a literacia paupérrima
Fim-de-semana... Estranho não conseguir saborear o sossego, a serenidade e a disponibilidade eventualmente impostas por aqueles dias da semana em que supostamente não há despertadores a melgar, em que não há consultas ou formação para dar, em que todo o tempo pode ser aproveitado do modo que se quer e como se quer!!!
Esbarro com esta indefinição de querer, em que parece que tudo em que se crê (ou se quer) é o que já se teve, já não se tem e jamais se voltará a ter... Tanta cronicidade deste potencialmente só se estar bem onde não se está, levanta o véu de um certo funcionamento obsessivo-depressivo aborrecido!
Que chato este cérebro rotineiro... Basta-se tanto da monotonia que se esquece de fazer as opções mais favoráveis! Onde paira a lucidez?
Cansaço, talvez seja isso... Cansaço! Justificada a literacia paupérrima....
Esbarro com esta indefinição de querer, em que parece que tudo em que se crê (ou se quer) é o que já se teve, já não se tem e jamais se voltará a ter... Tanta cronicidade deste potencialmente só se estar bem onde não se está, levanta o véu de um certo funcionamento obsessivo-depressivo aborrecido!
Que chato este cérebro rotineiro... Basta-se tanto da monotonia que se esquece de fazer as opções mais favoráveis! Onde paira a lucidez?
Cansaço, talvez seja isso... Cansaço! Justificada a literacia paupérrima....
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Objectivos!
O caminho faz-se caminhando, é um facto! Mas também se faz com uma perspectiva mais ou menos lúcida de onde (ou como) se quer chegar... Às vezes, vai-se apenas, não sabendo nem como nem para onde! Parece bastar a sensação de movimento... Talvez sim, talvez não!
Entre a melancolia matutina e o suor vespertino, muitos passos se arriscam!!!
Mais ou menos à distância, vejo qualquer coisa: em breve Depeche Mode, depois Barcelona, Madrid, Florença...
Na outra margem, o orgulho de crescer!
Sleep tight, Mr. Jingles!!!
Entre a melancolia matutina e o suor vespertino, muitos passos se arriscam!!!
Mais ou menos à distância, vejo qualquer coisa: em breve Depeche Mode, depois Barcelona, Madrid, Florença...
Na outra margem, o orgulho de crescer!
Sleep tight, Mr. Jingles!!!
domingo, 11 de outubro de 2009
"Rows of houses all bearing down on me
I can feel their blue hands touching meAll these things in all positions
All these things will one day take control
And fade out again and fade out
This machine will will not communicate these thoughts
And the strain I am underBe a world child form a circle before we all go under
And fade out again and fade out again
Cracked eggs dead birds
Scream as they fight for lifeI can feel death can see it´s beady eyes
All these things into frution
All these things we´ll one day swallow whole
And fade out again and fade out again."
(The Bends, Radiohead)
I can feel their blue hands touching meAll these things in all positions
All these things will one day take control
And fade out again and fade out
This machine will will not communicate these thoughts
And the strain I am underBe a world child form a circle before we all go under
And fade out again and fade out again
Cracked eggs dead birds
Scream as they fight for lifeI can feel death can see it´s beady eyes
All these things into frution
All these things we´ll one day swallow whole
And fade out again and fade out again."
(The Bends, Radiohead)
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Fade out (again)? I don´t want to
Some bedtime music
"Two jumps in a week, I bet you think that's pretty clever don't you boy.
Flying on your motorcycle, watching all the ground beneath you drop.
You'd kill yourself for recognition; kill yourself to never ever stop.
You broke another mirror; you're turning into something you are not.
Don't leave me high, don't leave me dry
Don't leave me high, don't leave me dry
Drying up in conversation, you will be the one who cannot talk.
All your insides fall to pieces, you just sit there wishing you could still make love
They're the ones who'll hate you when you think you've got the world all sussed out´
They're the ones who'll spit at you. You will be the one screaming out.
Don't leave me high, don't leave me dry
Don't leave me high, don't leave me dry
It's the best thing that you've ever had, the best thing that you've ever, ever had.
It's the best thing that you've ever had; the best thing you've had has gone away.
Don't leave me high, don't leave me dry
Don't leave me high, don't leave me dry
Don't leave me high, don't leave me high
Don't leave me dry".
(The Bends, Radiohead)
Flying on your motorcycle, watching all the ground beneath you drop.
You'd kill yourself for recognition; kill yourself to never ever stop.
You broke another mirror; you're turning into something you are not.
Don't leave me high, don't leave me dry
Don't leave me high, don't leave me dry
Drying up in conversation, you will be the one who cannot talk.
All your insides fall to pieces, you just sit there wishing you could still make love
They're the ones who'll hate you when you think you've got the world all sussed out´
They're the ones who'll spit at you. You will be the one screaming out.
Don't leave me high, don't leave me dry
Don't leave me high, don't leave me dry
It's the best thing that you've ever had, the best thing that you've ever, ever had.
It's the best thing that you've ever had; the best thing you've had has gone away.
Don't leave me high, don't leave me dry
Don't leave me high, don't leave me dry
Don't leave me high, don't leave me high
Don't leave me dry".
(The Bends, Radiohead)
O meu cérebro parece um novelo!
Passei a tarde numa espécie de retiro cognitivo... Sinto o cérebro como se estivesse todo embulhado... Um novelo de ideias e sentimentos, dos quais sobressai o medo! Talvez o dormir sobre o assunto me "desconfuse"! Venha a semana de trabalho; há evitamentos cognitivos que dão muito jeito! Antes isso que o córtex em forma de novelo :(
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Anedonia
Morre lentamente quem não viaja
"Morre lentamente quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem destrói o seu amor-próprio,
Quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
Quem não muda as marcas no supermercado, não arrisca vestir uma cor nova, não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão,
Quem prefere O "preto no branco" E os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilho nos olhos,
Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite,
Uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da
Chuva incessante,
Desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o
Simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!»
Pablo Neruda
"Morre lentamente quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem destrói o seu amor-próprio,
Quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
Quem não muda as marcas no supermercado, não arrisca vestir uma cor nova, não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão,
Quem prefere O "preto no branco" E os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilho nos olhos,
Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite,
Uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da
Chuva incessante,
Desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o
Simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!»
Pablo Neruda
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Estar vivo dá trabalho Pablo Neruda
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
"Para uma Formadora Especial"
Hoje terminei mais uma formação! Não esperava tanto reconhecimento e não consegui conter as lágrimas... O Mr. Jingles fartou-se de gozar comigo. Sabendo que eu estou sempre pronta a criticar o meu trabalho, virou-se para mim com aquela expressão de quem pergunta: "Então como é que vais explicar isto, hein?"! Pois, rendo-me às evidências! Acho que descobri um domínio profissional em que me sinto melhor do que "peixe na água". Na verdade, e no que toca à realização profissional, somos sempre especiais em algo... o desafio é ir trilhando um percurso sério, cuidadoso e com o maior profissionalismo! Aos meus grupos de Alvaiázere, aqui deixo um profundo apreço e agradecimento...
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
2010 Europeu
Pois é... Isto de trabalhar, trabalhar e trabalhar também tem que dar os seus frutos! Há que estar atenta, apanhar uma promoçãozita e arranjar boa companhia! A receita fica pronta e vai ao forno: passagem de ano em Madrid e Carnaval em Amesterdão!!! É desta que fico culta...
Sim, Mr. Jingles, também terás lugar marcado!!!
Sim, Mr. Jingles, também terás lugar marcado!!!
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cultura,
europa,
que se lixe o dinheiro
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Fatias de Cá... Um vinho velho junto de um conceito novo de fazer (e sentir) Teatro
Até ao final do mês de Outubro, a Quinta da Regaleira, em Sintra, é palco de Teatro. Com sede em Tomar, o "Fatias de Cá" alia o conceito invoador do teatro andante (tendo como cenários o Convento de Cristo, a Quinta da Regaleira, Palácio Sotto Mayor, ect) ao requinte das refeições servidas com um bom vinho (caseiro) e as excelentes doçarias conventuais!!! Um novo conceito a descobrir e a provar... Eu gostei! http://www.fatiasdeca.com/
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Fatias de Cá,
Teatro Andante,
Vinho
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Momentos por terras de Sintra...
Lembram-se da sensação de acabar de ler um livro? Confesso que já não me lembrava; não porque não tenha lido livros ultimamente, mas porque a este final colaram-se um conjunto de experiências que me fizeram senti-lo como especial. O livro não é dos mais estimulantes que li até hoje, nem tampouco dos mais ricos do ponto de vista literário… Paciência! É que nem só de riqueza literária vivem as nossas motivações para a leitura! A narrativa cola-se na perfeição a este último ano! Tal como Holly, vou aprendendo a estar e a viver sozinha, substituindo a tendência para chorar e reclamar as perdas do passado pela coragem de enfrentar o presente, com toda a solidão que tal possa significar… Este fim-de-semana dei um novo passo: passeei sozinha, não me recusei à diferença e convidei a minha mana para jantar! Senti-me muito bem…
Sintra não engana: “Ninguém pode sonhar por ti!”… Eu acrescento: “calça os botins, arregaça as mangas e faz-te à vida!”
Mr. Jingles está aqui ao meu lado e acabou de sorrir para mim; humm, vejo na cara dele um misto de alívio e de orgulho... Porque será? Thank You, Mr. Jingles!!! YES, YOU WERE RIGHT!!!
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
De regresso à imagem estática, mas desta vez nos bastidores!
Sexta-feira à noite... depois de uma semana intensa de trabalho e após a quinta etapa de actividade (in)formadora nocturna da semana!!! No meio do cansaço perco-me na dúvida: o que vou fazer?Posso ir para tanto lado ou rumar para lado nenhum, aceitar o convite para jantar na mesma terra e com a mesma (boa) companhia de sempre... Ui ROTINA... espera lá, o Mr. Jingles está aqui a sussurrar e a relembrar que a rotina está a ser fixe!
Bem, após esta intromissão mamífera (e pouco enquadrável no texto), continuo... Ah, liberdade de escolha... entre ficar com mais do mesmo ou de pegar no diferente; bem, o carro é o mesmo, a música também não será muito dispar, a família (felizmente) mantém-se e a viver no sítio do costume... mas cada viagem traz instantes novos! Deambulo numa solidão pensativa, refazendo a semana, antevendo o fim-de-semana e reactualizando as memórias... Pela noite escura, Sintra demora a chegar, e enquanto isso, entretenho-me com a minha cabeça descobrindo novas formas de narrar as histórias do costume...
Pois é, este fim-de-semana vou para Sintra... passear, praia, Teatro, conhecidos... e decidi comprar uma máquina fotográfica! Os tempos de frente para a objectiva já lá vão e o Mr. Jingles convenceu-me a encontrar um novo papel e uma nova orientação; acho que desta vez é ele quem quer posar para a foto...
Regressarei na 2ªf, talvez, com registos estáticos (e conteúdos de maior valor literário)... Mr. Jingles vai comigo :)
Bem, após esta intromissão mamífera (e pouco enquadrável no texto), continuo... Ah, liberdade de escolha... entre ficar com mais do mesmo ou de pegar no diferente; bem, o carro é o mesmo, a música também não será muito dispar, a família (felizmente) mantém-se e a viver no sítio do costume... mas cada viagem traz instantes novos! Deambulo numa solidão pensativa, refazendo a semana, antevendo o fim-de-semana e reactualizando as memórias... Pela noite escura, Sintra demora a chegar, e enquanto isso, entretenho-me com a minha cabeça descobrindo novas formas de narrar as histórias do costume...
Pois é, este fim-de-semana vou para Sintra... passear, praia, Teatro, conhecidos... e decidi comprar uma máquina fotográfica! Os tempos de frente para a objectiva já lá vão e o Mr. Jingles convenceu-me a encontrar um novo papel e uma nova orientação; acho que desta vez é ele quem quer posar para a foto...
Regressarei na 2ªf, talvez, com registos estáticos (e conteúdos de maior valor literário)... Mr. Jingles vai comigo :)
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